Quando falamos sobre café especial, muito da experiência que chega à xícara começa antes da torra ou do método de preparo. Ela começa na escolha da variedade, no ambiente onde o café é cultivado e no cuidado dedicado a cada etapa da produção.
Entre as variedades que fazem parte da história da cafeicultura brasileira está o Catuaí Vermelho, desenvolvido no Brasil a partir do cruzamento entre Mundo Novo e Caturra. A variedade ganhou espaço por reunir características como porte compacto, boa produtividade e adaptação a diferentes regiões produtoras.
O que é o café Catuaí Vermelho?
O Catuaí é uma variedade de Coffea arabica criada em programas de melhoramento genético conduzidos no Brasil. O cruzamento que deu origem à variedade ocorreu em 1949, e após diversas gerações de seleção, cultivares de Catuaí passaram a ser lançadas comercialmente a partir da década de 1970. [1] [2]
O nome Catuaí Vermelho está relacionado à coloração vermelha dos frutos quando atingem a maturação. Dentro desse grupo existem diferentes cultivares selecionadas ao longo do tempo pelo Instituto Agronômico de Campinas, como Catuaí Vermelho IAC 15, IAC 44, IAC 72, IAC 81, IAC 99 e IAC 144.
Mais do que um nome estampado na embalagem, o Catuaí representa décadas de pesquisa, seleção genética e desenvolvimento da cafeicultura brasileira.
Uma variedade profundamente ligada ao café brasileiro
Uma das características mais importantes do Catuaí é o porte reduzido da planta, algo que pode facilitar o manejo da lavoura e permitir maior densidade de plantio. O IAC também destaca características como produtividade e adaptação de diferentes cultivares do grupo Catuaí às regiões cafeeiras brasileiras.
Essas características ajudaram a tornar o Catuaí uma das variedades mais conhecidas e cultivadas no Brasil.
Mas produtividade é apenas uma parte da história.
Quando cultivado em boas condições e submetido a um trabalho cuidadoso de colheita, processamento, secagem e torra, o Catuaí também pode participar de lotes destinados ao universo dos cafés especiais.
Catuaí Vermelho tem um sabor específico?
Não necessariamente.
A variedade genética exerce influência sobre o potencial do café, mas não determina sozinha aquilo que será percebido na xícara. Região de cultivo, altitude, clima, solo, maturação dos frutos, processamento, secagem e perfil de torra também interferem diretamente no resultado final.
Por isso, dois cafés da mesma variedade podem apresentar experiências sensoriais bastante diferentes.
Essa é uma das partes mais interessantes do café especial: a variedade é o ponto de partida, não a história inteira.
O Catuaí Vermelho do Caféla
Na Garbo Atelier, o Caféla Catuaí Vermelho é produzido na região da Mantiqueira de Minas, em cultivo realizado a aproximadamente 1.200 metros de altitude.
Seu perfil sensorial apresenta referências de açúcar tostado e caramelo na fragrância, notas de caramelo e doçura, baixa acidez e uma finalização descrita como limpa e prolongada. A torra é média
Essa combinação cria um perfil voltado para quem procura uma bebida equilibrada, doce e agradável, mas ainda capaz de revelar as particularidades de um café especial.
O papel da altitude
O Caféla é cultivado a cerca de 1.200 metros de altitude, uma característica que faz parte do contexto de produção desse lote. [3]
A World Coffee Research indica que o potencial de qualidade do Catuaí pode variar conforme as condições de cultivo e a altitude apropriada para cada latitude. Isso significa que a expressão final da variedade depende da interação entre genética e ambiente.
É justamente essa combinação entre variedade, terroir e trabalho do produtor que torna cada café único.
Por que sentimos caramelo se não existe caramelo no café?
Quando uma embalagem de café apresenta descrições como caramelo, chocolate, frutas ou açúcar tostado, isso não significa necessariamente que esses ingredientes foram adicionados ao produto.
Esses termos são utilizados para representar aromas e sabores percebidos durante a análise sensorial do café.
No Caféla Catuaí Vermelho, a Garbo Atelier identifica justamente referências de caramelo, açúcar tostado e doçura, acompanhadas de baixa acidez e finalização prolongada.
As notas sensoriais funcionam, portanto, como uma linguagem para ajudar a traduzir a experiência que encontramos na xícara.
Em grãos ou moído?
Para quem possui um moedor, comprar café em grãos permite realizar a moagem próximo ao momento do preparo, reduzindo o período em que uma maior superfície do café fica exposta ao ambiente.
Para quem busca praticidade, o café moído continua sendo uma alternativa para incorporar cafés especiais à rotina.
O mais importante é encontrar um método de preparo que faça sentido para o seu dia e permita aproveitar o café com atenção.
Muito além de uma xícara
Conhecer a variedade muda um pouco a maneira como enxergamos o café.
Aquilo que poderia parecer apenas mais um pacote passa a carregar uma sequência de decisões: genética, cultivo, colheita, processamento, secagem, torra e preparo.
O Catuaí Vermelho ocupa um lugar importante nessa história por estar profundamente ligado à pesquisa e ao desenvolvimento da cafeicultura brasileira.
No Caféla da Garbo Atelier, essa variedade encontra a Mantiqueira de Minas, o cultivo a 1.200 metros e um perfil sensorial marcado por caramelo, açúcar tostado, doçura e uma finalização limpa e prolongada.
É café para beber, mas também para perceber.
Porque uma boa xícara não começa no primeiro gole. Ela começa muito antes, na origem.
Conheça o Caféla Catuaí Vermelho da Garbo Atelier e descubra uma expressão brasileira dessa variedade na sua própria xícara.


